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Shouse e o sonho da Liga Nacional de Futsal

Time do Shouse enfrentou até aqui times como o Corinthians e tem sentido a diferença de estrutura que se reflete nos resultados negativos (Foto: Wagner Santana)

Primeiro time das regiões Norte e Nordeste a participar da Liga Nacional de Futsal (LNF), o Shouse, ainda não decolou na competição. Em todos os seis jogos que participou, só conseguiu emplacar 10 gols no total e não conseguiu vencer nada, mas apesar das dificuldades, o clube tem como objetivo passar de fase e fazer valer a pena todo o intercâmbio realizado pela equipe paraense na competição nacional.

A LNF é o campeonato brasileiro da modalidade de futsal, que tem o propósito de profissionalizar o calendário das equipes no País. Em 2016, a Liga abriu para clubes do Norte e Nordeste e o presidente do Shouse, Roberto Martins, 65, preencheu o formulário de inscrição do clube.

“Há dois anos a Liga Nacional está procurando clubes do Norte Nordeste para participar da competição e, em 2016, 28 clubes da região se inscreveram. Ficamos entre os quatro clubes escolhidos pela Liga, mas por questão de logística escolheram um clube de Santa Catarina e ficamos de fora. Nessa época estávamos preparados com patrocinadores e jogadores, mas não ter entrado nos desmotivou bastante”, relembra Roberto Martins.

Em dezembro de 2017, o clube recebeu novamente uma ligação da Liga perguntando se havia interesse em participar da competição. Sem hesitar, Roberto respondeu que sim. “Eu não pensei em nada na hora, em nenhuma dificuldade que iriamos enfrentar. Se eu tivesse pensado, talvez a gente nem tivesse aceitado participar, mas acho que fizemos o certo em aceitar”, explica o presidente.

DIFICULDADES

As dificuldades são muitas, principalmente financeiras, já que o único patrocinador é a empresa de tecnologia do próprio presidente do Shouse. As outras empresas que estavam com patrocínio encaminhado optaram por desistir, porque passaram a patrocinar a seleção brasileira para a Copa da Rússia deste ano. “A ordem para essas empresas que tínhamos conversado era de que todos os recursos fossem para a Copa e, no meio de tudo isso, eu já tinha acertado com cinco jogadores para eles atuarem na linha de frente, mas tive que desistir deles, porque eu não teria como firmar um contrato com eles sem que nada estivesse garantido para nós”, lamentou Roberto.

Para custear cada evento da competição, o Shouse gasta em média R$ 28 mil, dinheiro que foi emprestado pelo banco por meio da empresa do presidente, que também leva o nome do time. “A Shouse, que é a minha empresa, ajuda o time, mas é muito pouco, por isso nós tivemos que fazer esse empréstimo ainda na esperança de conseguirmos algum patrocínio no decorrer da competição. Estamos tendo muitas dificuldades, são duas viagens por mês, todas para o Sul do País, e isso é um custo muito alto”, pondera.

LIGA NACIONAL DE FUTSAL - A CAMPANHA DO SHOUSE

1° jogo 19/03 – Shouse 1 x 7 São José – Mangueirinho
2° jogo 24/03 – Atlântico 14 x 3 Shouse – CER Atlântico-RS
3° jogo 08/04 – Shouse 0 x 11 Magnus – Mangueirinho
4° jogo 13/04 – Blumenal Futsal 11 x 3 Shouse – Sesi-SC
5° jogo 22/04 – Shouse 2 x 5 Corinthians – Mangueirinho
6° jogo 27/04 – Copagrill 6 x 1 Shouse – Ney Braga
7° jogo – hoje (domingo) – Shouse x JEC/Krona Futsal – Mangueirinho – Ingressos: R$ 10, às 10h30


Além do jogo de hoje, o Shouse ainda tem mais 11 partidas na primeira fase classificatória da Liga Nacional de Futsal.

Atletas vivem dificuldades sem apoio

A possibilidade de se ter um nutricionista, um psicólogo, um treino físico em uma academia com preparador físico, sonos regulares e alimentação de acordo com a atividade que um atleta exerce, já contribui para o crescimento de um esportista dentro da sua modalidade.

Um ginásio próprio e até mesmo um salário/ajuda de custo para que o atleta viva apenas para aquele esporte são investimentos estruturais que estão longe dos clubes de futsal da região Norte.

A dificuldade de ter que se dividir entre o trabalho, a família e os treinos é relatada pelo central do Shouse, Gledson Alan da Cunha, 35. “Nós atletas daqui da região, temos que nos dividir entre o nosso ganha-pão e o nosso esporte. A gente trabalha, treina e galga por uma vitória. É muito difícil, mas não impossível”, pondera o jogador.

Dentro das dificuldades, os frutos do investimento que os próprios atletas fazem em si podem ser colhidos na competição, a partir do intercâmbio entre os jogadores. “Só não está sendo melhor por causa dos resultados, mas estamos vendo de perto como os outros atletas de outros clubes que tem mais estrutura jogam e isso é muito bom”, diz o ala Vinícius, 26 anos.

DOL
06/05/2018

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