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Agnaldo e Zé Augusto: raça e garra não faltavam em dia de clássico


Um símbolo da raça azulina!

Antes do começo da temporada, a promessa feita pelo departamento de futebol do Clube do Remo com a montagem e planejamento relativos à construção do plantel 2018, seria baseado na qualidade ao invés da quantidade. Sendo assim, os dirigentes escolheram a dedo as peças para a composição do grupo. Todavia, apesar do zelo, no decorrer das competições, os profissionais não deram o retorno esperado pelos cartolas. Por isso, depois da troca no comando técnico, Givanildo Oliveira, ao lado do auxiliar João Nasser, passou a explorar outro fator na tentativa de reanimar o grupo: a garra. E deu certo. A entrega dos atletas azulinos tem sido a principal característica do Remo, dando a identidade de um time brigador, algo que antes não tinha.

Para o ex-jogador e treinador da agremiação, Agnaldo de Jesus, que exerceu a dupla função no Estadual de 1997, e que ergueu as taças do Parazão de 1993 e 2004, esta de forma invicta, e que até hoje é um dos símbolos de raça do Leão, essa personalidade adquirida pelo grupo desde a chegada de Givanildo Oliveira é a principal via para a conquista do Estadual, nesta tarde. “O comprometimento dos jogadores é outro. Não que antes não existia, mas você vê que hoje o compromisso é grande, forte. Se não tiver essa alma, não vai dar. Na verdade são quatro coisas: inteligência, raça, sangue e compromisso. O Remo tem isso hoje, e, se continuar assim, tem tudo para ganhar”, acredita Agnaldo.

Confiante em um novo triunfo remista, porém, Agnaldo foi seguro ao dizer que nada está definido, justamente pela qualidade do rival. Por outro lado, destaca o empenho do Leão, atrelado aos conhecimentos de Giva, para ultrapassar nova barreira.

“É claro que espero uma vitória do meu time. Mas o Paysandu não está morto. Mesmo o Remo estando melhor, o Paysandu tem qualidade, nas peças individuais, para mudar as coisas. Mas o Remo tem uma arma chamada Givanildo Oliveira. O que ele tem de experiência é mais que o suficiente para colocar o Remo onde merece estar”, avaliou o ídolo do clube azulino.

Ensina, Terçado!

Com a autoridade de ser o sétimo maior artilheiro da história do Paysandu, o ex-jogador Zé Augusto, de 43 anos, acredita que faltou um pouco mais de esmero aos atacantes do Papão nos três clássicos disputados este ano, nos quais o time bicolor amargou seguidas derrotas. O Terçado Voador, autor de 114 gols vestindo a camisa alviazul, assistiu aos jogos, constatando que o principal erro do time do coração dele foi não ter sido eficiente no arremate final. “As chances até que apareceram e não foram poucas, mas na hora h faltou a precisão aos atacantes”, avalia.

Zé, que encerrou a carreira em 2012, disputando um Brasileiro da Série C pelo clube, que ele ajudou a recolocar na Segundona, ressalta que o fato de o Paysandu ter fugido ao trivial, utilizando até três atacantes nas partidas, não pode ser levado muito em conta. “Se não houver um aproveitamento positivo nos chutes a gol, de nada adianta ter três, quatro, cinco atacantes no time”, aponta. “Já vi partidas em que uma equipe, mesmo utilizando três jogadores de frente, acabou sendo derrotado por adversário que só contava com um atacante, mas que foi mais competente na conclusão das jogadas de ataque”, compara.

O ex-atacante, que promete comparecer mais uma vez ao Mangueirão hoje, não dá o campeonato como perdido, embora o Papão entre em campo em desvantagem, precisando de uma vitória por dois gols de diferença ou mesmo um triunfo simples por 1 a 0 para levar a decisão para os tiros livres da marca da cal. “No futebol, enquanto o árbitro não apita o final a esperança vai sempre existir. Continuo confiando na conquista do tricampeonato e tenho certeza de que o Paysandu vai chegar lá”, salienta.

O ex-artilheiro evoca a sua própria carreira para justificar seu otimismo. “Fiz todos esses gols pelo Paysandu e a maioria deles aconteceu quando quase ninguém acreditava na vitória de nossa equipe”, argumenta. “Claro que o Remo tem a vantagem, que conta muito, mas não podemos esquecer de que se trata de um clássico, onde tudo é possível de ocorrer, inclusive a concretização do tricampeonato pelo Paysandu, afinal não tem nada perdido”, arremata Zé, que chegou à Curuzu em 1996, com algumas saídas para equipes como São Raimundo e Tuna Luso.

(Matheus Miranda e Nildo Lima/Diário do Pará)
08/04/2018

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