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Nem é Círio, mas Walter já tem promessa

Walter admite média de gols baixa nos últimos anos, mas quer voltar a balançar as redes com mais frequência nesta temporada (Foto: Jorge Luiz/Paysandu)

Nem bem chegou a Belém, o atacante Walter, apresentado anteontem, na Curuzu, já sonha com a artilharia da temporada no futebol local. O Gordinho quer seguir as pegadas de Bergson, que balançou a rede por 28 vezes, se constituindo no terceiro principal artilheiro do futebol brasileiro em 2017. O ex-jogador do Papão, atualmente no Atlético-PR, ficou atrás apenas de Henrique Dourado (Fluminense-RJ/32 gols) e Fred (Atlético-MG/29 gols). Mas para ocupar o trono de Bergshow, o novo atacante bicolor, de 28 anos, vai ter de suar a camisa e superar as últimas marcas que obteve.

Walter admite que o número de gols que marcou em seus dois últimos anos, atuando por três clubes (Atlético-PR, Goiás, duas vezes, e Atlético-GO), deixou a desejar. O “matador” fez apenas 13 gols em 76 jogos, com uma média de 0,17 gols. “É uma média realmente muito abaixo”, confessa. O jogador credita o baixo aproveitamento em seu último clube, o Atlético-GO, pelo qual disputou 25 partidas, marcando apenas 5 gols, à competitividade da Série A do Brasileiro. “Todo mundo sabe que é um campeonato muito complicado, difícil mesmo. Realmente é muito pouco para um atacante”, diz o goleador, que já fixou a marca que pretende atingir no Papão.

“Prometo que aqui vou fazer de tudo para marcar mais de 10 gols, pois, como disse, a minha média está muito baixa. Vou fazer de tudo para tentar marcar 15, 20 gols”, promete Walter. Ele afirma, no entanto, que o fato de deixar de marcar gols nos clubes por onde passa não chega a chateá-lo tanto. “É claro que fazendo gols o atacante aparece mais. Mas sou um jogador que gosta de dar muito passe. Se eu não fizer gol, mas der o passe, pra mim é a mesma coisa, desde que o nosso time vença. Sou muito assim”, diz.

O fato de também ser uma espécie de “garçom”, servindo os companheiros, segundo Walter, lhe renderam elogios do técnico do América-MG, Enderson Moreira. “Ele costuma dizer que não sou só um 9, mas sim um 9 e 10”, conta o atacante, se referindo aos números usados por jogadores que tradicionalmente jogam no ataque e no meio de campo, respectivamente.

(Nildo Lima/Diário do Pará)
31/01/2018

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