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Paysandu vê tudo como decisão na Série B


Marquinhos Santos pede aos atletas foco total nos jogos restantes da Série B (Foto: Fernando Torres/Paysandu)

O técnico do Paysandu, Marquinhos Santos, não acredita que o Vila Nova-Go, adversário da próxima sexta-feira, pela colocação que ocupa na classificação da Série B, vá apresentar um grau de dificuldade maior ou menor ao time bicolor em relação ao Criciúma. “Creio que todos os jogos agora são jogos decisivos, com características de título”, justifica. “Então quando se tem esse tipo de jogo, você pode estar enfrentando a equipe lá de baixo, que está brigando para sair da zona, ou aquele que está lá em cima, buscando o acesso, que são adversários com características semelhantes”, argumenta o treinador.

Marquinhos prevê um jogo de duro, mesmo com o Papão atuando dentro de casa, sob o calor de sua torcida. “Vai ser uma partida difícil com muita entrega. Então vamos nos preparar para isso”, diz. O treinador insiste na tese de que não há como aperfeiçoar algo nesta reta final do campeonato. “Agora não temos muito o que melhorar. Temos de jogar com a alma e com o coração”, argumenta. O comandante bicolor desde o sábado, um dia após a vitória sobre o Criciúma-SC já estuda o próximo adversário.

“Depois que termina um jogo há um relaxamento natural, não só pelo resultado, mas também pela forma como a equipe se apresentou”, explica. “É claro que se tira um peso das costas, mas só até o dia seguinte. A partir de amanhã (sábado passado), o peso já volta novamente. Quem trabalha e quem joga pelo Paysandu não pode relaxar”, sentenciou Marquinhos, que já foi municiado com informações sobre o Vila, que está na quinta colocação, portando, “batendo à porta” do G4.

Marquinhos descarta relaxamento

A subida de produção do Criciúma, no segundo tempo da partida, não representou, na ótica do técnico Marquinhos Santos, nenhum relaxamento por parte do Paysandu. O treinador atribuiu o fato à intensidade de jogo de sua equipe nos primeiros 45 minutos do confronto. “Marcamos o tempo todo em alta no primeiro tempo e isso, claro, comprometeu a participação do time no tempo restante”, avaliou. Outro aspecto, na visão do técnico, causou a mudança de postura do adversário na volta do intervalo de partida.

“Sem a responsabilidade, era natural que o Criciúma aproveitasse para se lançar a frente”, apontou. No final, o resultado, de acordo com Marquinhos, acabou saindo dentro do esperado. “Foi um resultado justo por tudo aquilo que apresentamos dentro da nossa proposta de jogo”, avaliou. O comandante do Papão contou que uma de suas preocupações para a partida era o jogo aéreo do visitante, apontado por ele como um dos pontos fortes do Tigre. “Foi algo que trabalhamos muito forte durante a semana. Era um dos pontos táticos de maior relevância a ser considerado para esse jogo. Ainda chegamos a levar duas, três situação de perigo, mas fomos felizes, diminuindo evitando os cruzamentos na nossa área”, arrematou.

A oportunidade foi agarrada com sucesso

Dessa vez o meia-atacante Fábio Matos não teve como escapar à entrevista coletiva, após a partida da última sexta-feira, contra o Criciúma-SC. Autor do gol da vitória do Paysandu, por 1 a 0, o jogador, que não se mostra muito íntimo dos microfones, luzes de câmeras e bloquinhos de anotações dos repórteres, teve de encarar a coletiva na Curuzu. O jogador até que não foi tão mal, tirando apenas o palavrão que contou ter dito ao árbitro, antes de levar o cartão amarelo na comemoração do gol. No bate-papo, ele revelou que havia prometido ao técnico Marquinhos muita entrega em campo, caso fosse escalado.

“Falei pra ele que não iria desperdiçar essa oportunidade”, informou. O jogador assegurou que o retorno ao time veio no momento certo, quando ele se encontrava pronto para ajudar a equipe. “Vinha trabalhando forte para que eu pudesse ter uma nova oportunidade”, comentou. Para ele, o fato de o adversário ter ameaçado a vitória bicolor, no segundo tempo, tem de ser encarado como uma coisa normal, levando em conta a subida de qualidade do visitante e ao mesmo tempo o desgaste dos donos da casa.

“Nenhuma equipe suporta jogar os 90 minutos imprimindo pressão, com a marcação em cima. Chega certo momento que a equipe cansa e a perna pesa, como pesou a minha”, analisou. De acordo com Matos, o desgaste não é apenas físico, mas também mental. “A mente também sente, com o jogador não conseguindo mais raciocinar direito”, concluiu o jogador.

(Nildo Lima/Diário do Pará)

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