terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Não é o Safadão, mas bicolor está fazendo sucesso

28/02/2017  Por DOL. 

Wesley foi titular no meio de campo do time nos seis jogos da temporada. (Foto: Fernando Torres/Paysandu)

Após uma merecida folga de carnaval, afinal “Ninguém é de Ferro”, o elenco bicolor se reapresenta na tarde de hoje (27) para retomar os treinos visando o jogo de domingo contra o Galvez-AC, pela primeira fase da Copa Verde 2017, competição na qual o Paysandu faz parte do “Camarote” dos campeões e briga pelo bicampeonato. E para entrar de cabeça na disputa, todo time precisa de um atleta de confiança. Seja pelo jeito tranquilo, por cumprir múltiplas funções em campo ou apenas por ser um atleta que o time pode contar a qualquer hora. Nesse início de temporada, um jogador tem brigado para assumir esse posto – o volante Wesley, que não é o Safadão, mas guarda algumas semelhanças com o cantor.

Tal qual o famoso cantor de forró, Wesley ralou muito para ganhar seu espaço. Se entre 2007 e 2010, Safadão era conhecido apenas no Norte e Nordeste, o volante bicolor até o ano passado era conhecido apenas pelo desempenho na base do Guarani-SP. No time principal? Era “Segunda Opção”. Quando não terceira. Mas o técnico Marcelo Chamusca resolveu “Pagar Pra Ver”. “Em alguns treinos no Guarani ele nem participava das atividades, ficava fora dos times A e B. Mas nunca parou de treinar com dedicação e mostrar resultados. Assim, ganhou minha confiança e entrou no time na reta final da Série C. Entrou justamente nos jogos mais decisivos e correspondeu muito bem, não saindo mais”, relembra o técnico bicolor.

No momento em que o treinador assinava com o Papão, Wesley tinha seu contrato com o Bugre expirando. Vendo a possibilidade de contar com seu atleta de novo, o professor deu a dica – “Troca o Disco”. E Wesley trocou, aportando na Curuzu com um dedo de desconfiança do torcedor, mas garantindo o posto de titular nos 6 jogos na temporada.

‘QUEM CHORAVA HOJE RI’

Nos primeiros jogos do time, ainda com algumas dificuldades físicas e técnicas e muitos colegas buscando o seu espaço em campo, o futebol do volante foi questionado. Após as derrotas para Independente e Remo, muitos torcedores sentenciaram – “Não Dá Mais”. Mas o atleta, numa atitude muito “Tô Nem Aí”, seguiu se esforçando para encontrar seu melhor futebol. E encontrou.

Nos últimos jogos, quando o time entrou no esquema com três volantes, o atleta mostrou um verdadeiro “Swing Louco” em campo e virou peça-chave. “Eu digo até que fui pioneiro. Foi aqui que ele marcou seu primeiro gol como profissional, que não é muito a característica dele. Mas é um sinal que ele está procurando se aprimorar, evoluir. Nesse sistema de 3 volantes é muito importante que os atletas apareçam e subam no ataque”, explicou Chamusca.

O jogador, ouvindo o comentário do técnico, responde “Nam Nam Não”. “Ele falou que não é minha característica, mas eu gosto de fazer gol sim! Em jogos-treino, treinamentos, sempre marcava meus gols”, explica. Utilizado como referência pela dedicação e trabalho na busca do espaço no time, Wesley diz que “Agora é Pra Valer”. “Isso é tudo resultado. Você trabalha, se dedica, sempre participa do treino, isso aparece. Fui ganhando a confiança dele com resultado. Aqui, o Chamusca e o clube - sempre que precisarem podem contar comigo”, afirma, com “Cumplicidade”.

PARA ENTENDER

Músicas citadas no texto: Eu tô de boa; Ninguém é de ferro; Camarote; Segunda opção; Pagar pra ver; Troca o disco; Não dá mais; Tô nem aí; Swing Louco; Nam nam não; Agora é pra valer; Quem chorava hoje ri; Cumplicidade. (Taion Almeida/Diário do Pará)
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